IMPERMANÊNCIA

Um dos princípios do ensinamento Budista
e pilar de toda a sua "filosofia" a IMPERMANÊNCIA
é uma das lições mais caras e difíceis de aprendermos
e que deveríamos praticar todos os dias,
talvez como no filme de Bertolucci, "O pequeno Buda",
onde os monges constroem delicadas mandalas
com areia colorida e logo após a conclusão do belo trabalho,
destroem tudo com as mãos, demonstrando na prática
que nada é permanente.

No lado Ocidental, vemos Jesus caminhando sem nenhum bem,
sem nenhuma posse, ao ponto de lembrar que o filho de Deus
não tinha sequer uma pedra onde deitar a cabeça
na hora de dormir, em desapego total.
Quase todo o sofrimento humano decorre do apego
que mantemos pelas pessoas, objetos ou fatos
que marcam a nossa vida. Sabemos que tudo tem um fim,
mas vivemos como se tudo fosse durar pela eternidade,
por isso ainda nos espantamos com a morte,
deprimimos-nos com frustrações, sofremos com as traições,
quase morremos com os rompimentos de relacionamento.

Não é fácil aceitar a IMPERMANÊNCIA,
nem desapegar-se de coisas tão queridas,
mas como disse o mestre Dogen:
"Ensinamento que não parece forçar
alguma coisa em você,
não é verdadeiro ensinamento".

Pratique diariamente a IMPERMANÊNCIA,
refletindo nas mudanças que já ocorreram com você
e concentre-se na felicidade que é simples,
mais simples do que imaginamos. Veja se você não está
colocando seus sonhos em prateleiras altas,
em tempos e lugares distantes demais.
A felicidade costuma estar sempre perto de nós,
nos lugares mais simples, ao alcance das mãos.
Por isso, ainda hoje escutamos pessoas arrependidas dizerem:
"Eu era feliz e não sabia".
Você é feliz por estar aqui
e deveria saber disso, sempre!


Fonte: Internet.
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