O Sal e a pressão alta...

Muito importante o assunto...
Em pessoas hipertensas, os exercícios físicos
repetidos têm um efeito benéfico para a redução
parcial da pressão arterial, mas não
a corrigem completamente.
No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP,
cientistas que buscaram entender os motivos
dessa não-correção identificaram os vilões dessa história:
os rins. A biomédica Lisete Compagno Michelini
constatou em suas pesquisas que os vasos sangüíneos
desses órgãos se contraem durante a atividade física.

A hipertensão resulta da força a mais que
o coração emprega para bombear o sangue em arteríolas
(pequenos vasos sangüíneos) que,
com suas paredes contraídas, apresentam menor
espaço para a passagem do sangue.
Os exercícios físicos já são utilizados
como uma forma de prevenção e tratamento
a quadros leves de hipertensão, pois durante
sua realização é apresentada uma diminuição
da parede das arteríolas dos músculos esqueléticos
- utilizados durante os exercícios –
aumentando o espaço para a passagem do sangue.
Nos testes realizados com ratos verificou-se
que nos rins a espessura das paredes dos vasos
não foram alteradas, mantendo assim reduzido
o canal para a passagem de sangue.

Efeitos do exercício físico no hipertenso

A prevenção e o tratamento da hipertensão
através de intervenções não medicamentosas
vem conquistando vários adeptos, médicos e pacientes,
estão utilizando esta estratégia terapêutica
com mais freqüência, desfrutando dos
seus benefícios a médio e longo prazo.

O tratamento farmacológico poder reduzir
os níveis pressóricos em indivíduos hipertensos,
porém medicamentos anti-hipertensivos podem
não ser indicados a todos, por terem alto custo,
e trazer conseqüências indesejáveis para a saúde.
Por isto tratamento da hipertensão através
da atividade física (não farmacológico)
vem recebendo grande atenção. Embora a eficácia
da atividade física no tratamento não-farmacológico
da pressão arterial não deixe dúvidas,
apenas 75% dos pacientes hipertensos
são responsivos ao treinamento físico.

Das diversas intervenções não medicamentosas,
o exercício físico está associado a múltiplos benefícios.
Bem planejado e orientado de forma correta,
quanto a sua duração e intensidade, pode ter
um efeito hipotensor importante. Uma única sessão
de exercício físico prolongado de baixa
ou moderada intensidade provoca
queda prolongada na pressão arterial.

Porém alguns fatores devem se ser considerados
para alcançar os efeitos hipotensores do treinamento.
É necessária uma padronização quanto
à intensidade, freqüência e duração das sessões.

Os efeitos fisiológicos do exercício físico
podem ser classificados em agudos imediatos,
agudos tardios e crônicos. Os agudos (respostas),
são relacionados com a sessão de exercício,
ocorrem nos períodos pré-imediatos,
per e pós-imediato rápido (até alguns minutos)
ao exercício físico (aumento da FC, da pressão sistólica
e pela sudorese associada ao esforço).
Estes efeitos são aqueles observados
durante as 24 ou 48 horas
(às vezes até 72 horas) após uma sessão de exercício
e podem ser identificados na discreta redução
dos níveis tensionais (especialmente nos hipertensos),
na expansão do volume plasmático, na melhora
da função endotelial e no aumento da sensibilidade insulínica
nas membranas das células musculares.
Os efeitos crônicos, também denominados
adaptações, (bradicardia relativa de repouso,
hipertrofia ventricular esquerda fisiológica
e aumento do consumo máximo de oxigênio),
são resultados da freqüência e regularidade
às sessões de exercício, e são características
morfofuncionais que distinguem um indivíduo
fisicamente treinado, de um sedentário.

De acordo com estudo de Negrão, em ratos hipertensos,
após uma sessão de exercício prolongado,
numa intensidade de 55% do Vo2máx o treinamento
provoca redução importante na pressão arterial
no período pós-exercício por um tempo de 90 minutos,
este resultado foi também encontrado em ratos normotensos,
mas de uma forma menos acentuada.
Em estudos posteriores ficou evidenciado
que este efeito agudo tinha aplicação clínica no homem.

Estudos comparando efeitos de diferentes
intensidades de exercício (30, 50 e 80% do VO2máx)
com duração semelhante (45 min), não foram observadas
diferenças significativas na resposta hipotensora
pós-exercício provocada pelas diversas intensidades.
Pinto relata em seus estudos que, indivíduos hipertensos
submetidos a um programa de exercícios não formais
com intensidade baixa e moderada (65 a 85% da FCmáx)
reduziram a pressão arterial. De uma maneira geral
vários estudos, apontam que um programa
de exercícios de intensidade moderada
são os mais indicados para reduzir a pressão arterial.

Em relação à duração da sessão Forjaz17et al,
sugere que na prescrição de exercícios físicos
para hipertensos, o exercício prolongado tenha
um efeito hipotensor pós-exercício maior
que o de curta duração. Neste estudo os resultados
encontrados demonstram que uma sessão de 45 minutos
provoca uma queda pressórica mais acentuada
e duradoura que o exercício com a duração de 25 minutos.

É consenso na literatura, a eficiência dos exercícios
aeróbicos de intensidade moderada na prevenção
e tratamento da hipertensão arterial, o efeito hipertensor
e os riscos relacionados a este tipo de exercício
são pequenos. Entretanto o interesse científico
tem focado a análise dos efeitos cardiovasculares
de um outro tipo de exercício físico,
o exercício resistido e, sobretudo
suas implicações sobre a pressão arterial.

Forjaz classifica22 os exercícios resistidos de acordo
com a intensidade que é executado. Quando realizado
com intensidade leve (40 a 60% de 1-RM)
e com varias repetições (20 a 30) é chamado
de resistência muscular localizada (RML).
Realizado em intensidade alta (maior que 70% de 1-RM)
e poucas repetições (8 a 10) é denominado hipertrofia.

Os Exercícios resistidos podem provocar
um efeito hipotensor (a longo prazo),
sendo esse maior após os exercícios
de menor intensidade (RML).
Porém estes efeitos devem ser mais bem
investigados para verificar a sua magnitude.
Por outro lado, exercícios resistidos de alta intensidade
não têm mostrado nenhum efeito hipotensor
em indivíduos hipertensos, e promovem
picos pressóricos extremamente
elevados durante a sua realiazação.


Conclusão

A utilização de exercícios físicos para
pacientes hipertensos como prevenção e tratamento
da hipertensão arterial, apresentam implicações
clínicas importantes, uma vez que os mesmos produzem
efeitos que podem reduzir ou mesmo abolir
a necessidade do uso de medicamentos anti-hipertensivos.
Embora estes efeitos não sejam tão intensos
quanto ao tratamento medicamentoso.

O exercício físico, regular, aeróbico de baixa
e moderada intensidade deve ser incluído
como uma conduta não-farmacológica
no tratamento da hipertensão arterial.
A aplicabilidade de exercícios resistidos
na população hipertensa é um campo de investigação
recente e os resultados não são conclusivos.
Porém, exercícios resistidos de
baixa intensidade (RML), podem ser incluídos
como complemento ao exercício aeróbico.
Fote: Internet.
Deixe um comentário no link abaixo.
Postar um comentário