Paquetá

A Ilha de Paquetá
é um idílico bairro, quiçá afrodisíaco, da cidade do Rio de Janeiro
com pouco mais de 2 quilômetros quadrados distribuídos
em uma apertada ilha com o formato de ampulheta
no sentido norte-sul que mereceu ser reconhecida
pelo Príncipe Regente D João como a Ilha dos Amores.

Sua história é bastante antiga, remonta á época da expedição de 1555
do almirante francês Nicolas Durand de Villegaignon
que trouxe em sua tripulação
o padre capuchinho e cartógrafo Andrés Thevet.

Depois da expulsão dos franceses, em 1565,
a ilha foi dividida em duas sesmarias,
a do norte foi entregue a Inácio de Bulhões,
e a do sul, a Fernão Valdez.

E desde então a ilha foi residência de muita gente ilustre
de nossa história e visitada por celebridades nacionais e internacionais.
Mas nem por isso deixou de ser uma ilha pacata
habitada por uma população fixa que cresceu
de 1.409 habitantes em 1875 para cerca de 3.500
ao apagar das luzes do passado milênio.



A chegada a Paquetá é um espetáculo!
Da gosto, enche-nos de prazer e alegria!
Avista-se desde longe, aquele cone verde
à nossa espera formado pelos morros do Veloso, o mais baixo,
e o do Vigário, verdinho, sobranceiro à praia do Frades!

A praia da Imbuca, no extremo sul da Ilha de Paquetá,
Tornou-se um recanto exclusivamente residencial
à beira da praia que empresta seu nome ao mini-bairro
sem o ir-e-vir de clientes de mercados, farmácias e bares.
Um tranqüilo reduto de moradores e banhistas locais.
Um paraíso para crianças. Turistas, só de passagem, a pé ou em charretes..,
De sua orla sombreada de árvores frondosas pode-se apreciar o vôo das gaivotas,
admirar-se o pouso das garças, ver-se o mergulho dos atobás,
ouvir-se os pássaros canoros que enfeitam a Ilha.

Trechos de algumas crônicas de Ney Dantas
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