Os Arcos da Lapa | Rio de Janeiro

Em 1565, a cidade do Rio de Janeiro,
na época implantada por Estácio de Sá,
se abastecia de uma “Lagoa de água ruim”,
como a água era escassa, os índios Tamoios
cederam as águas do Rio Carioca.
Em 1607, os padres franciscanos conseguiram
do Conselho da Câmara o terreno
do Morro de Santo Antônio para
se estabelecerem e utilizar a água do local.



Em 1723, iniciou a construção
do Aqueduto do Carioca,
que captaria água do Alto de Santa Tereza,
passando pelo caminho de Alexandrino até a atual
região dos Arcos, onde havia um chafariz,
no qual a água era recolhida por escravos
para a casa de seus senhores. O chafariz tinha
um traçado defeituoso, o que prejudicava
o abastecimento na cidade.



O excesso de água que descia do chafariz
muitas vezes alagava a cidade e gerava brigas
e disputas na fila para pegar água.
A construção do arqueduto viria a solucionar
o problema de abastecimento
da cidade do Rio de Janeiro.

Além do chafariz, os cariocas daquele tempo
usavam água de cisternas e poços,
um dos poços mais famosos foi o poço do Porteiro,
situado na base do antigo Morro do Castelo;
e o Pocinho da Glória, no início da rua do Catete.
As cisternas recolhiam as águas da chuva,
num método de recolhimento da água
utilizado desde o século XVII.



Os Arcos da Lapa inicialmente foram construídos
em madeira, como não era resistente,
Gomes Freire de Andrade, então Conde de Bobadela,
recebeu autorização de D. João V para construir
o arqueduto original de alvenaria.
As obras iniciaram com mão-de-obra indígena
e foi finalizada com mão-de-obra escrava.

O atual Arcos da Lapa foi inaugurado em 1950.
O primeiro bondinho elétrico passou
a utilizar a passagem dos Arcos
em 1º de setembro de 1896.

Fonte: InfoEscola

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