Mocotó | Caldo de mão de vaca | Tradição na capital carioca

O prato foi sendo criado no Brasil devido
aos seus ingredientes ricos e nutritivos
e de baixo custo aproveitados quando do abate de gado
tanto nas regiões pecuárias como
nos matadouros dos centros urbanos.


Este prato tem sua origem bem remota,
advindo da tradição portuguesa, que fazia o caldo de mão-de-vaca.

No século XIX, na cidade do Rio de Janeiro era anunciado
o "caldo de mão de vaca" para a primeira refeição do dia.


Esse hábito virou tradição na capital carioca e até hoje
é comum os bares e botequins daquela cidade oferecerem
o caldo de mocotó em canecas ou pequenas tigelas de porcelana branca.

É comum encontrar outra explicação, sem fundamentação histórica de que,
na época das charqueadas, os escravos a faziam para seu sustento,
quando as partes do boi desprezadas pelos patrões, como pata, úbere,
tripa grossa, e outros pedaços por serem considerados menos nobres,
eram recolhidas pelos escravos, que as limpavam e as colocavam a ferver.

Esse tipo de explicação popular também às vezes,
da mesma forma se refere à criação da feijoada brasileira.
A receita básica do mocotó leva, além do mocoto cozido pedaços de linguiça,
feijão branco, ovos cozidos picados, tempero verde
e outros ingredientes como pimenta malagueta.

No Rio Grande do Sul, o mocotó é especialmente saboreado no inverno,
em virtude de ser um prato quente, com grande fonte de calorias e ideal
para as temperaturas baixas da região sul do país.
Uma característica do mocotó gaúcho é que além da pata bovina é acrescido
de dobradinha como elemento fundamental do prato,
além de tripa e a coalheira (um dos estômagos bovinos).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mocot%C3%B3

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