Miski | Resina vegetal utilizada para aromatizar doces

É uma resina vegetal, obtido pela perfuração
da casca da aroeira (árvore da mesma família do pistache);


A colheita é feita entre os meses de junho a outubro
e a produção é bastante limitada, o que encarece o produto
e o eleva ao patamar de “iguaria”.
Cada árvore recebe de 5 a 10 incisões durante 4 dias seguidos.

Foto: http://gastrolandia.uol.com.br/viagem/mastiha-a-poderosa-lagrima-grega/


A resina então escorre pelos furos como uma lágrima
e cai no chão ao redor da árvore
(que foi previamente coberto com carbonato de cálcio.
Após 2 dias, as gotas de resina secam e se tornam sólidas,
e nesse momento são cuidadosamente recolhidas e higienizadas.

Embora a aroeira seja uma planta nativa de todo o Mediterrâneo,
apenas as árvores nascidas na ilha grega de Chios produzem o miski,
o que faz com que sua produção receba
a Denominação de Origem Controlada.
Em Chios existe uma cooperativa de apenas seis vilarejos medievais
produtora de miski chamada ‘Mastichochoria’ (Μαστιχοχώρια)
que abastece os mercados de todo o mundo.

Além do uso culinário, o miski tem sido usado como goma de mascar
por mais de 2.400 anos; também foi muito empregado como remédio,
atuando no sistema digestivo;
bem como em cosmético pelos povos egípcios.

O miski pode ser encontrado em
envelopes de aproximadamente 3 gr, ou como óleo.
Seu aroma é único, ficando bastante difícil descrevê-lo.
Numa interpretação livre, diria que se parece
com o aroma delicado de figo verde.

Fonte:
http://fuievolteipracontar.blogspot.com.br/2011/01/culinaria-libanesa-um-capitulo-parte.html

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